Desmistificando a Índia! Chega de pânico! 

Desmistificando a Índia! Chega de pânico! 

Vim para a Índia em 2014 porque recebi uma proposta de trabalho. Sou modelo e assim aceitei. Claro que pesquisei e tentei ter maiores informações além do que já sabia.

http://www.youtube.com/playlist?list=PLzMWI_zJr6Za7DLV1mVAPaP4e0ZD-BjII

O Brasil tem o estereótipo no exterior de um país liberal, mulheres lindas, nuas, carnaval, futebol, e infelizmente é isso que sabem sobre nós. Em festas temáticas sobre o Brasil em países que estive, estava lá meninas em trajes minúsculos, samba e futebol. É uma imagem que incentivam e reafirmam! Mas somos muito mais do que isso! Não é todo mundo que gosta de futebol e carnaval.

Sobre a Índia as pessoas pensam que são pessoas que vivem meditando, fazendo ioga, muito espiritualizados, um país sujo, sem higiene, que você vai sair na rua e será estuprada. Muito lixo e claro o rio Ganges onde queimam cadáveres!


Cada país tem seus estereótipos e não quer dizer que seja mentira, mas não quer dizer que são apenas essas coisas limitantes que são a realidade e a verdade.

Quando pesquisei lá em 2014 sobre a Índia nada era bom, pelo que li não iria encontrar nem papel higiênico. Fiquei assustada claro, com medo lógico, porém resolvi ir e ver com meus próprios olhos todo esse universo e ter a minha verdade.

O primeiro vídeo do meu canal no YouTube foi sobre relacionamento, porque recebia e recebo muitas perguntas sobre o assunto, e mesmo depois de esclarecer várias dúvidas as perguntas e e-mails só vem crescendo….

Percebo que as pessoas tem sim um estereótipo de uma Índia miserável, caótica e foi então que vi a necessidade de mostrar um outro lado que a Maioria Desconhece! Uma Índia moderna, luxuosa, onde você pode sim ter uma vida normal, encontrar papel higiênico, ter coisas boas nos supermercados, produtos de beleza, ir em uma boa academia, frequentar lugares ótimos, ir para festas com seus vestidos curtos se assim você quiser, restaurantes maravilhosos, sair pelas ruas sem medo, bons hospitais, facilidade em medicamentos, muita tecnologia, você terá uma vida social normal!!


A Índia é sim um caos e dai!?! Isso todo mundo já sabe.

É muito difícil você tentar mostrar uma outra realidade de um lugar onde os julgamentos já foram impregnados!

Quando posto uma foto com uma blusa de alcinha comentam, se saio sozinha comentam, se pego um táxi com uma blusa normal comentam! As pessoas não entendem que já conheço onde estou, que sei o que posso fazer e onde fazer. Mumbai é segura. Mas quando vou em outros lugares minhas medidas de segurança são outras. E mesmo aqui sendo seguro não dou bobeira também! Você tem que estar atenta o tempo todo! Se você não conhece o lugar que está indo, siga as recomendações dadas, caso você sinta que pode fazer diferente faça. Mas cada um tem que saber seus limites e ver o que pode ou não pode fazer.

Muitas mulheres me escrevem querendo saber se podem vir sozinhas a Índia. Já fiz um vídeo de meia hora falando sobre isso. Não sou louca e nem nunca vou responder para ninguém “isso mesmo pode vir para a India, é tranquilo e sem perigo”. Não, nunca!. Cada um tem que se conhecer e entender suas limitações.

Quem quiser ver esse vídeo 🎥 Viajando sozinha para a Índia é possível? O link está aqui: https://youtu.be/45o619w29aE

🎥Segurança na Índia: https://youtu.be/UrhwbcE_2UY
Com os vídeos do meu canal tento mostrar e abordar assuntos que não se encontra por aí. Porque todo mundo só sabe falar “mais do mesmo.” Não que não seja importante, é importante ter visões diferentes sobre um mesmo assunto, mas a Índia não é apenas isso, NÃO É APENAS CAOS. A Índia tem sim seus costumes, tradições, leis que devem ser respeitadas. É um país muito diferente?! Sim, mas não é nada que não dê para enfrentar. As pessoas, os indianos são pessoas como eu e você. Não são extraterrestres. Eles fazem tudo que fazemos! Muitos driblam essas regras rígidas com muita hipocrisia. Mas para tudo dão um jeito. E convivendo com eles você aprende que nem tudo é como aparenta ser.
Para alguns vir para a Índia pode ser sim umas férias em um lugar exótico, onde nunca mais vão querer pisar novamente…. Para outras pessoas que resolvem ficar por mais um tempo é uma mudança de vida! Muitos vão pelo lado espiritual, um amor, trabalho, uma experiência… uma busca pessoal que muitos jamais vão entender.

Tento abordar a Índia de uma forma normal e amorosa, porque no fundo somos iguais! Todos querem ser amados, todos tem sonhos, e todos estão em busca da felicidade, todo mundo quer ser feliz!
Um inscrito do canal no YouTube me escreveu o seguinte comentário no vídeo: Pelas ruas de Mumbai: 🎥 https://youtu.be/BWsdk4iBqsw

“Um país visitado e desaconselhado por alguns amigos. Confesso que algumas fotos deles eram de uma beleza excepcional, mas a maioria eram desagradáveis e muitas até repugnantes. Por favor, nunca fui e falo do que vi e ouvi de amigos que me desestimularam quando apresentei uma vontade de ir, o que realmente não aconteceu, mas de alguma maneira alguma quero ofendê-la ou aos moradores, mas confesso que mesmo seu vídeo me deixou ainda mais propenso a recuar ante a possibilidade de visitar o país, não pela aglomeração de pessoas, mas especialmente pela sujeira e pela extrema sensação de odores. Me diz o que a fez optar por este país? E o que realmente há de bom na Índia, na sua opinião, que valha a pena e compense esses desagradáveis aspectos que ela nos apresenta?”

https://m.youtube.com/c/JoiceGabriela

 

Também não escondo no meu canal a parte do caos que todos já sabem. Gravei esse vídeo em uma rua ótima! Hahhha nem tudo são flores, como já disse inúmeras vezes o caos está por toda parte. Minha resposta ao nosso inscrito:

“Quem vier a Índia deve vir de coração aberto e para ama-la tem que saber ver além do caos, porque isso todo mundo já sabe que é, não é nenhuma novidade. Então se você não souber entender e ver além disso você será apenas mais um que veio, tirou umas fotos exóticas, reclamou de tudo, voltou para casa, espalhou para seus amigos e o mundo sua péssima experiência e assim sua vida seguiu sem nenhum aprendizado.

Temos sempre a opção de escolher de que lado ficar. Cabe somente a você.

Já fiz esses dois vídeos. Veja e venha conhecer para ter a sua verdade. Abraço. Namastê 🙏🏻✨✨


🎥O que amo na Índia: https://youtu.be/LwaXDOBeF5k

🎥Índia amor ou ódio? https://youtu.be/QtP4m65fSQg
Foi a minha resposta.
Já outro inscrito, no mesmo vídeo, comentou o seguinte:

“Eu curti este vídeo, eu percebi que você andava na multidão sem nenhuma preocupação livre leve solta. Os nativos parecem super pacíficos sem ganância, apenas uma estrada parecendo um canteiro de obras, cheia de homens, mulheres e crianças trabalhando e nada de anjos e demônios se acotovelando, apenas uma energia humana positiva que nos faz nem ligar para coisas que achamos desagradáveis. A Índia é uma autêntica flor de lotus.”



Viu como o ser humano é diferente e possui perspectivas diferentes?!



Recebo mais comentários de pessoas surpresas que não imaginavam uma Índia como a que mostro. Fico muito feliz em receber comentários de pessoas que diziam ter pânico de ir para Índia (devido aos estereótipos), mas que depois de ver meus vídeos e ler o blog mudaram de ideia. Esse último vídeo então das baladas em Mumbai. A maioria está em choque! Não imaginavam que tinham baladas. 😂😂😂😀Tem e muitas! 💃🏻💃🏻💃🏻

Um inscrita até comentou que adora os vídeos e que mostro a “verdade”. Agradeço o comentário, ela é uma inscrita muito linda e fofa. Quero deixar claro que não estou aqui para mostrar “verdade” a ninguém, porque cada um deve encontrá-la dentro de si, assim como fiz. Mostro apenas um pouco do que vivo e torço para que sua experiência seja tão positiva quanto a minha. Não acredite em tudo o que ouve por aí. Saiba sim ouvir, respeitar, tentar aproveitar tudo o que para você seja válido e útil mas vá tirar suas próprias conclusões. Não deixe que nada nem ninguém te limite. Como respondi ao nosso inscrito, só cabe a você decidir de que lado ficar…
Namastê ❤️🙏🏻✨✨

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Do Virtual ao Real: Casamento Indobrasileiro Geusa e Dilip

Do Virtual ao Real: Casamento Indobrasileiro Geusa e Dilip

Hoje converso com a Geusa Maria Onofre, 55 anos, Brasileira, de Itajaí/ Santa Catarina, aposentada (Professora de Educação Especial), possui três filhos e um neto. É casada há três anos com o Indiano Dilip, 57 anos, empresário. Moram atualmente em Indore/Estado de Madhya Pradesh/ Índia.Em um vídeo no meu canal do You Tube: 10 Indícios de Perigo, onde faço um alerta sobre os namoros online com indianos, já que recebo muitas mensagens de meninas com dúvidas. O vídeo foi uma forma que encontrei de alertar um maior número de mulheres. A Geusa comentou no meu vídeo que é casada com um indiano e muito feliz. Fiquei muito feliz por ela e a respondi como sempre faço. Deixei meus contatos caso ela quisesse compartilhar a história dela e assim ela fez. Entrou em contato comigo na minha página de facebook e começamos a conversar…. e ela concordou em me conceder uma entrevista que compartilho agora com todos vocês.

 

Comentário Geusa no canal: https://m.youtube.com/c/JoiceGabriela
 
Joice Gabriela: Como conheceu seu esposo?

Geusa Onofre: Conheci meu esposo na Internet, era um domingo, sem nada para fazer, fui ver os e-mails, quando um anúncio de site de relacionamento apareceu, fui ver “por curiosidade”, entrei e me inscrevi neste site, achei um máximo pois tinha pessoas do mundo inteiro; muitas mensagens de otimismo, músicas lindas, emoticons. Me encontrei, pois era um site onde havia várias culturas, etnias, países e outros… eu era divorciada e ele também. Nesta fase da minha vida eu estava com depressão e muito doente, tomava medicamentos controlados, tanto que quando o conheci, após três meses fiquei internada, pois minha pressão subiu, causando neurite óptica. Como estava passando por momentos difíceis, ele mandava mensagens de otimismo e que iria dar tudo certo, sempre levantando minha auto estima e foi com isso, que obtive forças para reagir e continuar a lutar pela vida. Fiz tratamentos e melhorei, e foram nestes momentos que ele passou comigo, me mandando e-mails, mensagens positivas, me dando forças todos os dias que percebi que ele era o homem da minha vida. Incrível, mas foi no momento em que eu mais precisava, que esse anjo surgiu em minha vida. 

Joice Gabriela: O que você fazia no Brasil antes de conhece-lo?

Geusa Onofre: Era professora de educação especial.

Geusa em Indore

Joice Gabriela: Com tantos casos de indianos enganando brasileiras online, como você soube que ele era o homem de sua vida? 

Geusa Onofre: Quando conheci o meu marido, até então não tinha conhecimentos desses relatos, se eu tivesse conhecimento, talvez não daria créditos. Por um lado, foi bom não saber e por outro não teria conhecido esse ser de luz, que o universo me presenteou. Desde o início fui verdadeira, colocava minhas ideias, conceitos de vida e o que realmente buscava nas pessoa, tanto que no site de relacionamento, meu status era “me vejam com os olhos da alma e não com o coração”, pois era consciente já que não era nenhuma adolescente ou jovem, cheia de sonhos, e sim queria apenas alguém que me fizesse feliz, que fosse verdadeiro e acima de tudo, respeito. Ele nunca me deu indícios de mentiras, malícias, ou gestos obscenos. 

Joice Gabriela: Como sua família reagiu a esse relacionamento?

Geusa Onofre: Quando você namora via online, a família tem que saber desde o início. Meus filhos acompanharam tudo, sempre participaram, davam opiniões, conversavam com ele e assim foi gerando um clima agradável e gostoso. Quanto a minha mãe e irmãos, confesso que eles ficaram preocupados, ainda mais por saber que sofri muito no meu antigo casamento. Sou mãe de três filhos, dois já estão casados e minha caçula, Shara, que mora comigo. 

Joice Gabriela: Nesse tempo de namoro ele veio ao Brasil? 

Geusa Onofre: Após dois anos, ele veio. Fui busca-lo no aeroporto, com aquela ansiedade! Como seria? Como ele realmente era? Ele veio no mês de junho/2013. Meus filhos estavam comigo. Enfim, às 23h, ele chegou! O encontro, os nossos olhares jamais esqueceremos, logo o reconheci em meio a tanta gente. Corremos em direção um ao outro, coração na mão, quando nos abraçamos e beijamos, nos falamos, foi como se voltássemos a época de adolescente. O coração explodia de tanta felicidade. Após apresenta-lo para os meus filhos, viemos até minha casa, grudadinhos para saber se realmente era real e não um sonho. Como não sabia o que fazer para ele comer, pedi sugestões para que ele falasse o que gostaria, ele sugeriu sopa! Fiquei com dúvidas, o que fazer? Como recebe-lo? O que oferecer?  Acabei deixando o clima tomar conta e rolar! Após tudo, falamos, nos conhecemos e os dias seguiram com muitas descobertas. Depois de apresenta-lo a família e todos o amando muito, ele solicitou para que todos estivessem presentes num evento, onde marcamos para realiza-lo num restaurante perto de minha casa, onde todos compareceram. Após tudo ter acontecido, ele levantou da mesa e pediu a minha mão em casamento a minha mãe e depois aos meus filhos, foi tudo muito lindo, todos aplaudiram. 

 

Pedido de casamento no Brasil
 
Joice Gabriela: E a família dele? Você foi apresentada desde o início? Como foi? 

Geusa Onofre: Nos falávamos por webcam então desde o início eu já conhecia a família dele. O desejo da minha sogra era me conhecer. Realizei o desejo dela, e assim acabei conhecendo todos. Fui muito bem recebida.

Joice Gabriela: Quanto tempo namoraram até o casamento?

Geusa Onofre: Dois anos de namoro online e três de casados. (5 anos juntos até o momento).


Joice Gabriela: Como foi o casamento?

Geusa Onofre: Em Agosto de 2013 seguimos para a Índia. Nos casamos em Indore, formalizamos a união em cartório, havia testemunhas. Casamos na embaixada brasileira. Ao retornar, registrei no cartório da minha cidade.


Joice Gabriela: Quais barreiras você enfrentou para viver esse amor?

Geusa Onofre: As barreiras foram muitas, primeiramente a linguagem, mas quando existe amor tudo é possível. Fomos dominando a linguagem. Até resolver tudo foi um pouco difícil, mas depois ele aprendeu português. Aí tudo ficou ótimo. 


Joice Gabiela: Você sofreu algum preconceito?

Geusa Onofre: Não, eu não tive problemas, ele me deu suporte em todos os momentos. E sempre sou muita simpática com todos.


Joice Gabriela: Quais diferenças você observa no homem brasileiro e no indiano?

Geusa Onofre: Como já tinha sofrido muitas decepções, não tinha muita fé. Eu presenciei muito interesse nos homens brasileiros, beleza, status, situação financeira, um casamento mais comercial. Já com indianos, havia percebido que eles levam muito a sério, dentro das normas e culturas deles. Respeitam muito e juntos enfrentam todas as diversidades, são cúmplices. 


Joice Gabriela: Me fale sobre o seu esposo, quais qualidades você mais admira e o que tem maior dificuldade. 

Geusa Onofre: O que mais gosto dele é a humildade, simplicidade, generoso, paciente… Era tudo que eu queria, alguém que me visse com os olhos da alma. Eu e ele nos entendemos muito, eu não tenho nenhuma dificuldade em viver com ele; somos muito felizes. Somos muito maduros.


Joice Gabriela: Na índia você mora com o seu esposo, vocês têm a casa de vocês ou moram todos juntos?

Geusa Onofre: Moramos num apartamento com seus dois filhos, mas futuramente iremos ver uma casa somente para nós dois.


Joice Gabriela: Como foi na primeira vez que você foi a índia?

Geusa Onofre: A primeira viagem a Índia foi com muita expectativa, me senti um patinho fora d’água. Foi difícil alimentação, vestuários, banheiros, aglomero de pessoas, linguagem… O meu maior desafio foi: será que vou me adaptar? Vestes? Costumes? Linguagens? Religião? Afinal, sou católica. Meu marido não é adepto a deuses e religiões, mas, ele sempre teve uma visão muito clara e me ajudou muito em todos os sentidos, até a fase de adaptação.



Joice Gabriela: Como foi esse encontro com a família dele pela primeira vez, como te trataram e como é essa convivência hoje em dia, como vocês administram? 

Geusa Onofre: Fui muito bem recebida pela família, aceitaram numa boa, fui apresentada para todos, família, amigos e parentes, meu marido me ajudava com a comunicação. Hoje nós todos nos damos muito bem, apesar de algumas dificuldades, mas estou começando a entender mais o Hindi e associá-lo. Hoje fiz muitas amizades na Índia e todos procuram me ajudar e dar todo o apoio que preciso.

 

Geusa e o Marido Dilip com alguns membros da família em Indore
 
Joice Gabriela: O que mais você gosta na índia? 

Geusa Onofre: As pessoas são muito simpáticas, humildes, alegres, parece que eles nunca tem problemas. A convivência entre eles, o valor da amizade, o cultivo da cultura, educação é um exemplo. É um povo trabalhador.


Joice Gabriela: Qual foi o maior desafio em se casar com um indiano?

Geusa Onofre: O meu maior desafio foram as normas, os costumes… Religião, estava muito preocupada em não me adaptar.


Joice Gabriela: Nos conte situações engraçadas, saia justas que você passou pela diferença de cultura. O que mais teve dificuldade em se adaptar?

Geusa Onofre: Teve um dia, que até então estava tudo bem… fomos passear um domingo na casa de um irmão dele, conversa vai e vem, me deu vontade de usar o banheiro, quando cheguei, fiquei assustada pois só havia uma bacia rente ao chão, um buraco na verdade, um balde pequeno e uma torneira. Pensei comigo: “Meu Deus! Como irei fazer?”, sai e pedi ajuda para o meu marido, onde ele me explicou como seria…  Outra vez, foi quando fui conhecer o castelo de um rei, estava eu, meu marido e um dos filhos dele, fiquei sem graça pois as pessoas queriam tocar nos meus cabelos (Ruivos), tocar na pele. Quiseram muitas fotos, crianças, jovens, casais… Fiquei tímida, mas achei engraçado, me senti uma atriz! Hehehe. 


Joice Gabriela: Se pudesse dar um conselho a todas que estão envolvidas com um indiano o que diria?

Geusa Onofre: Diria que todo cuidado é pouco, assim como existe golpistas aqui, existe na Índia. É muito complexo, então, cuidar e ter muita cautela. A família sempre deverá saber, estar a par do namoro, que tudo está sendo claro, Quando começarem, melhor cuidar! Então se você se ama, cuide-se! Hoje a maldade não tem cara, idade, cor, religião ou país. O que aconteceu comigo, foi um pouco de sorte, encontrei alguém disposto a amar e ser amado, a gostar e ser gostado, a cuidar e ser cuidado. Você pode ter experiências tão maravilhosas como a minha, mas todo cuidado é pouco. 

Me considero uma pessoa de sorte em ter encontrado o amor da minha vida “no outro lado” do mundo, amo a família que conquistei, apesar das diferenças, somos unidos em tudo. Ganhei dois filhos, ele ganhou três. Somos uma família unida e com muito amor. Minha filha, Shara, sempre brinca que somos indianos “abrasileirados”. Desejo a todas que estão se envolvendo, boa sorte, há muitos indianos queridos e amáveis! Deixe acontecer, sem pressa e você será muito feliz!

 

❤️Geusa e Dilip❤️
 
Joice Gabriela: Agradeço imensamente a Geusa por nos contar essa linda história de amor. Não diria que foi sorte, certos encontros são encontros de Deus mesmo. Desejo cada dia mais e mais felicidade a essa linda família. Muita saúde e amor para todos. ❤️✨🙏🏻❤️

Desde o início eles foram sinceros um com outro, muito Respeito. As famílias (Ambas) sabiam de tudo, se conheciam, se falavam. Então nada deu brechas para desconfianças e inseguranças. O esposo dela em todos os momentos deu suporte e deixou claro suas intenções em construir uma vida juntos. Vindo ao Brasil e a assumindo perante todos da família indiana.

É Preciso ter muito CUIDADO sim, mas o amor não existe fronteiras. É preciso prudência como sempre digo.

Fico muito feliz com histórias felizes e espero contar mais histórias felizes aqui no blog.

Se você também encontrou o amor da sua vida e deseja compartilhar conosco me escreva: joicegabrielabrazil@gmail.com

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Estágio na Índia pela Aiesec

Estágio na Índia pela Aiesec

Hoje converso com a Bruna Paola Fagundes Tondolo, brasileira, 25 anos de Canoas/RS, formada em Comércio Exterior. No momento ela está em Pune/estado de Maharashtra, na Índia, em um estágio pela Aiesec. Antes de aceitar esse desafio ela trabalhava no Brasil como agente de viagens por 6 anos mas largou tudo e foi viver uma nova jornada.

Joice Gabriela:
Qual empresa você trabalha em Pune e qual seu cargo?

Bruna: Trabalho na empresa Tata Consultancy Services e meu cargo é: IT Service Desk.

Joice Gabriela: Como surgiu a ideia de fazer esse estágio na Índia?

Bruna: Me inscrevi no portal de vagas da Aiesec e desde o começo as vagas na Índia sempre eram a maioria, então achei que pudesse ser uma boa oportunidade de me desenvolver melhor como pessoa.

Joice Gabriela: Nos conte todo o processo, sites que você usou para achar essa vaga e os documentos necessários para vir a Índia fazendo um estágio. Como você fez? Por onde começar?

Bruna: Bom, eu fiz tudo pela Aiesec que é uma organização mundial. Qualquer pessoa até 31 anos e que preencha alguns pré-requisitos deles, pode fazer um programa como o que estou agora. Eles têm um portal online em que o candidato aplica para as vagas que tem interesse e lá estão todas as informações sobre as vagas (tipo de trabalho, carga horária, salário, benefícios, etc). É muito prático e tem muitas vagas para a Índia. Fiz entrevistas com o coordenador da Aiesec e depois com o coordenador do projeto em que eu trabalho aqui na Tata e eles organizaram todos os documentos necessários. Para tirar o visto a Tata enviou uma carta de aprovação e tive que apresentar meu contrato que eles já haviam enviado por e-mail. No meu caso foi tudo muito rápido pois a vaga precisava ser preenchida com urgência então desde a primeira entrevista até minha chegada na Índia levou 1 mês.

Joice Gabriela: Você está a quanto tempo na Índia? E qual o tempo total do estágio?

Bruna: Estou na Índia há quase 5 meses e o total do programa é de 1 ano.

Joice Gabriela: Como é esse contrato de trabalho?

Bruna: O contrato de trabalho engloba as mesmas tarefas que um funcionário regular da empresa, tenho direito também ao plano de saúde da empresa e a utilizar as dependências comuns da empresa. Trabalho em horário compatível com o horário comercial do Brasil, então faço automaticamente turno da tarde/noite. Ganho 32 mil rúpias por mês mais adicional noturno.

Joice Gabriela: Quais ajudas de custo a empresa fornece? Como é a moradia?

Bruna: A empresa dá transporte sem nenhum desconto no salário e um cartão de alimentação que pode ser utilizado em restaurantes (dentro e fora da empresa). Moro em um apto com mais 5 estrangeiros, o apto tem 3 quartos e 3 banheiros, sala, cozinha e sacada. Temos tudo que é o básico para viver e o condomínio é super tranquilo.

Joice Gabriela: Qual foi sua primeira reação ao chegar na Índia?

Bruna: Bom, eu cheguei na Índia por Mumbai e fiquei bem assustada antes mesmo que o avião tivesse pousado pois as favelas de Mumbai de cima são muito expressivas. No próprio aeroporto o procedimento que eles têm de que só passageiros circulam dentro do aeroporto já me chocou e ao sair de dentro do aeroporto, o calor e os insetos me deram as “boas vindas” heheheh aí me assustei um pouco mais.

Joice Gabriela: Teve muitas dificuldades para se adaptar? Alguma situação complicada desde que chegou na Índia? O que achou mais difícil?

Bruna: A empresa que eu trabalho oferece acomodação em um hotel para as primeiras 2 semanas que chegamos na Índia e no próprio hotel me assustei com a função de balde/caneca no chuveiro para auxiliar no banho. Eu ainda não entendia nada de Índia, então mal sabia para que aquilo ia servir (descobri depois que era para juntar água e guardar para o próximo banho, já que algumas partes da Índia sofrem como racionamento de água). O assédio aqui na Índia é grande para nós estrangeiros, tanto por homens quanto por mulheres, nunca ninguém chegou ao ponto de me tocar ou qualquer violação desse tipo, mas eles olham com excesso (o que no começo faz a gente ficar sem graça, mas depois de alguns meses cansa e ficamos sem paciência para isso). O mais difícil no começo é se adaptar a ver muito lixo pelas ruas, as buzinas por todos os lados é constante e trânsito extremamente caótico.

Bruna no festival Ganesha

Joice Gabriela: Como é o dia-dia no seu trabalho? Como está sendo essa experiência?

Bruna: Como comentei, trabalho no turno da tarde/noite pra fechar com o horário comercial no Brasil, então começo a trabalhar 15h e vou até 00h. A experiência de trabalhar na Tata é muito válida, sempre quis trabalhar em uma empresa grande e esse foi o lugar certo para isso. A empresa é cheia de procedimentos, acessos para todos os lados e muito grande (+- 30 mil funcionários só na planta que eu trabalho).

Joice Gabriela: Que diferenças você percebe no ambiente de trabalho aqui na Índia comparando com o Brasil?

Bruna: Os Indianos são muito capacitados, na vida é possível perceber que o estudo para eles está no topo das prioridades então todos são muito capacitados, porém pelo menos na equipe que eu trabalho vejo que eles têm uma tendência de procrastinar o serviço ou fazer somente quando são cobrados.

Joice Gabriela: Qual o custo de vida médio no lugar que você vive? O seu salário cobre tudo? Ainda dá para economizar algo?

Bruna: Bom, Pune não é uma cidade cara de se morar e eu moro em uma região residencial que possui absolutamente tudo que se precisa para viver sem sair do bairro (restaurantes, mercados, bancos, frutarias, etc). Cada um no apartamento paga 4.600 (quatro mil e seiscentas rúpias). Com o meu salário é tranquilo de viver, pagar aluguel, sair aos finais de semana, me alimentar e guardar um pouco para viajar pelo país.

Bruna conhecendo o Taj Mahal em Agra

Joice Gabriela: Como é a convivência com os colegas do apartamento? Diferentes nacionalidades?

Bruna: Nosso apto é calmo no geral, temos gente de várias partes do mundo, sou eu e mais uma brasileira, um colombiano, uma peruana, uma italiana e uma Africana. Todos nos relacionamos muito bem e somos amigos. Temos escala de limpeza na casa e no geral tudo funciona muito bem.

Joice Gabriela: Você tem dificuldades com o idioma?

Bruna: Estaria mentindo se dissesse que não tenho dificuldade com o Hindi, mas é possível viver tranquilo tendo inglês e aprendendo algumas palavras básicas do idioma dos Indianos. Até mesmo os indianos têm dificuldade para se comunicarem entre eles, pois cada estado possui um dialeto diferente então muitas vezes eles têm que se comunicar em inglês também.

Joice Gabriela: O que mais sente falta do Brasil?

Bruna: Além da minha família é claro, sinto muita falta da comida do Brasil, dos ingredientes para fazer um pãozinho de queijo, quibe, churrasquinho de domingo.

Joice Gabriela: O que você faz nas horas vagas? O que tem na cidade para fazer? Quais lugares você conheceu em Pune e na Índia e que indica…

Bruna: Eu geralmente leio muito aqui, procuro fazer exercícios pra manter a cabeça no lugar e também gosto de explorar os restaurantes da cidade (amo cozinhar e automaticamente comer heheheh) Pune é uma cidade enorme, aqui têm vários templos e fortes legais, os que eu já fui e super recomendo são o Aga Khan Palace e o Singahad Fort. Já fui para Mumbai também, Delhi e Agra. Todos esses lugares possuem particularidades e são muito bacanas, recomendo todas, mas Delhi fica em primeiro lugar com certeza ao meu ver.

Joice Gabriela: O que a Índia te ensinou?

Bruna: Cada dia tenho mais certeza que independente do lugar que estamos, se não olharmos pra dentro de nós mesmos e procurarmos ser pessoas melhores, lugar nenhum vai fazer diferença. Aqui tenho aprendido muito sobre gratidão, sobre humildade, mas principalmente tenho descoberto quem de fato eu sou.

Bruna lindíssima na roupa típica indiana: Saree

Joice Gabriela: Quais seus planos para o futuro depois desse estágio?

Bruna: Já estou procurando algumas oportunidades em outros países, não tenho vontade de voltar ao Brasil, até porque meus planos sempre foram de morar fora mesmo. Não tenho nada definido e para não deixar de viver meu tempo na Índia, resolvi que vou pensar nisso com mais intensidade a partir do meu 6º mês aqui.

Joice Gabriela: Que conselhos você dá para quem quer viver essa experiência?

Bruna: Posso dizer o que disse para eu mesma quando surgiu a oportunidade: vai e se der medo vai com medo mesmo. A ideia de morar fora do Brasil é super bonita no papel e quando pensamos em ir para um país mais desenvolvido que o nosso. Particularmente falando da Índia, as pessoas sempre têm um pré-conceito sobre subdesenvolvimento, sujeira e várias outras coisas, se a sua ideia é ter uma experiência de vida e não só de trabalho, que ajude a mostrar quem você realmente é e ver onde você se encaixa em qualquer lugar do mundo, não pense duas vezes, pois com certeza a experiência irá te surpreender.

Joice Gabriela: Te Agradeço imensamente por essa conversa, muito sucesso na sua vida e em seus próximos projetos. Que o seu depoimento inspire e esclareça algumas dúvidas para quem está querendo fazer um estágio na Índia.
Quem quiser conhecer mais sobre a Bruna, o dia a dia dela em Pune acompanhe o seu Blog: One page of my soul 

Muito obrigada, Namastê🙏🏻❤️

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📝Quanto custa viajar para a Índia: https://namastemundoporjoicegabriela.wordpress.com/2016/09/14/india-quanto-custa-viajar-para-a-india-r/
🎥Supermercados em Mumbai: https://youtu.be/vS2UMTGroAY
🎥Viajando sozinha para a Índia sendo mulher. É possível?! https://youtu.be/45o619w29aE
📝Índia revista em aeroportos, shopping, hotéis, cinema: https://namastemundoporjoicegabriela.wordpress.com/2016/09/04/india-revista-em-aeroportos-shopping-hoteis-e-cinema/
📝O que não devo fazer na Índia, dicas: https://namastemundoporjoicegabriela.wordpress.com/2016/08/13/india-o-que-nao-devo-fazer-na-india/

Continuação Entrevista com Namasté Brasil (Dip Pradeep)

Continuação Entrevista com Namasté Brasil (Dip Pradeep)

Continuação da conversa com Dip Pradeep, um indiano que tem o coração brasileiro, que morou no Brasil, aprendeu português e assim nasceu a Namasté Brasil. Venha conferir essa conversa que tivemos em um café em Mumbai.Espero que gostem do vídeo, dê o gostei para mim no vídeo 👍🏻 para ajudar na divulgação do canal, se inscreva no canal para receber a notificação dos próximos vídeos.😊❤️🙏🏻

Se perdeu a parte 1 confira aqui: 🎥 https://youtu.be/L-yXSIlbpdc
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Entrevista com Namasté Brasil (Dip Pradeep)

Entrevista com Namasté Brasil (Dip Pradeep)

Conversa com Dip Pradeep, um indiano que tem o coração brasileiro, que morou no Brasil, aprendeu português e assim nasceu a Namasté Brasil. Venha conferir essa conversa que tivemos em um café em Mumbai.

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Encontro: Brasileiras em Mumbai

Encontro: Brasileiras em Mumbai

Oi pessoal tudo bem? Vocês já sabem que eu e a Juliana 👭 😀nos encontramos finalmente 😍😀🇧🇷🇮🇳. Brasileiras em Mumbai. Coloquei hoje o nosso vídeo no ar… Em breve vamos fazer um Vlog juntas, o que acham da ideia? 

Beijos, se 🎥inscrevam nos nossos canais lá no you tube🎥… Assim você acompanha tudo e não perde nadinha!
Quem ainda não curtiu a página da Ju, vai lá conferir e curtir: 

Beijos, Namastê 😘😘🙏🏻

Minha entrevista para Ftv Talent House (em português)

Minha entrevista para Ftv Talent House (em português)

Oi pessoal tudo bem?

Aqui está a versão em português da entrevista que concedi para a Ftv Talent House.
Nome: Joice

  
Nacionalidade: Brasileira
Como você se tornou uma modelo?

Comecei no mundo da moda aos 15 anos fazendo um curso de passarela em minha cidade Goiânia. No início minha mãe tinha me colocado no curso apenas para que eu perdesse a timidez, como era muito alta e magra sempre me sentia diferente das demais meninas na minha idade. Mas com o decorrer do curso fui gostando da carreira de modelo. No curso eles ensinavam passarela, postura, fotografia, boas maneiras, teatro, e no final do curso as melhores eram selecionadas para continuar na agência, e assim aconteceu comigo. Depois disso fiz meu primeiro book e comecei a trabalhar como modelo. Trabalhei em Goiania, Brasília, São Paulo até a oportunidade de uma carreira internacional, minha primeira viagem aos 17 anos foi para Milão na Itália.

   

O que você fazia antes de ser modelo?

Estudava e jogava voleibol. Nunca parei meus estudos, sempre viajava entre os semestres da faculdade trancava a faculdade até concluir meu curso de graduação em Recursos Humanos.

 

Se descreva em cinco palavras.

Sou uma pessoa determinada, reservada, observadora, intuitiva e ótima ouvinte.

  
 

O que é sua grande paixão na vida?

Escrever é minha paixão. É como uma auto-análise e posso também ajudar outras pessoas.

Tenho meu blog: https://namastemundoporjoicegabriela.wordpress.com

 

Página no Facebook: https://www.facebook.com/namastemundoporjoicegabriela

 

Instagram: https://www.instagram.com/joicegabriela/

 

Youtube: https://youtu.be/dRgkiEE65so
  
Como você se mantém em forma?
Tenho naturalmente uma estrutura magra, tenho que agradecer a minha genética. Nunca me privei de nada. Amo comer e nunca fiz loucuras para estar dentro das medidas exigidas pelo mercado, coisa que muitas meninas fazem e sofrem por isso. Algumas  já tem o biotipo para ser modelo, outras não.

Procuro comer de três em três horas, gosto de fazer caminhada ao ar livre e pretendo fazer aula de dança agora e o vôlei que é um esporte que amo.

 
Qual produto de maquiagem que você não vive sem? 

Sou muito aberta quanto a produtos e não sou apegada a nada. O que aprendi sempre nesses anos foi me adaptar! Sempre que viajo me adapto aos produtos que encontro e sempre compro algo local. Hoje em dia a indústria de beleza fornece maravilhosos produtos e essa foi uma forma que encontrei para evitar excessos de bagagem. Assim não sofro se não encontro uma marca específica e você pode experimentar coisas novas.

 
 Quem é sua grande inspiração na indústria fashion? 

Com certeza a nossa brasileira maravilhosa Gisele Bündchen, acredito que não só a mim, mas para milhares de pessoas no mundo. Admiro a forma como ela planejou a carreira e se destacou no mundo. Temos uma era antes e depois dela. Um beijo Gisele se você estiver lendo essa entrevista. Te admiro muito não só como profissional mas como ser humano.

 
 Qual trabalho você mais gostou de fazer e por que? 

Difícil escolher um, já trabalhei em Milão, México, China, Thailandia, Índia, Brasil. Todo trabalho eu procuro fazer da melhor forma possível. Todos esses anos como modelo tive maravilhosas oportunidades e graças a isso pude conhecer pessoas e lugares que jamais imaginei nos meus sonhos. Gosto mais dos desfiles pois é um processo de criação que admiro muito e fiz um desfile aqui na Índia para a Swarovski que jamais vou esquecer, foi uma noite incrível!

 

  
Quais são os três prós e contras de ser uma modelo?

Todo trabalho tem seu lado positivo e negativo. E a vida de modelo não é diferente. As pessoas pensam de uma forma muito errada e acham que é apenas glamour, mas elas não sabem os sacrifícios e as dificuldades atrás de todo esse processo. Da foto linda na revista, da roupa incrível, do comercial perfeito. Ficamos horas, um dia, às vezes até de madrugada para fazer um comercial de segundos, repetições, ensaios, provas de roupa, espera, castings, sapato apertado, sol, frio, sem hora para comer, dormir… privações, renúncias. Assim como eu muitas começaram cedo no mercado da moda, largaram suas casas, sua família e isso tem um preço. Muitas não tem estrutura para suportar a pressão e a concorrência que é e acabam se perdendo pelo caminho…

A parte boa com certeza é poder viajar, conhecer diferentes pessoas, culturas, línguas… um mundo além do que você conhecia, aprender a respeitar e a valorizar o que você tem e o que você é.

Qual seria o seu trabalho dos sonhos como modelo? 

Deixo Deus colocar as melhores oportunidades no meu caminho. O que for meu aceito de bom grado. Sou grata a tudo. 

  

 
Por que você escolheu ser modelo em Mumbai?

Foi Mumbai que me escolheu, a Índia me chamou. Minha agência mãe disse que tinha uma oportunidade de trabalho na Índia. Jamais pensei que um dia ia vir para a Índia. No Brasil passava uma novela famosa e sempre tive vontade de conhecer o Taj Mahal, mas nada concreto. Anos depois, um belo dia a vida me surpreendeu e aqui estou até hoje.

 
Quais são seus planos para o futuro? 

Quero conciliar a carreira de modelo com outros projetos que tenho em mente, escrever e comunicação é algo que me motiva, então teremos novidades por esse caminho… O futuro a Deus pertence.

 
Qual foi o melhor conselho que você recebeu como modelo? 

Que tudo é muito passageiro, ser grato a vida pelos pequenos e grandes acontecimentos, que tudo muda num piscar de olhos.

  
Entrevista original em inglês confira aqui no link:

http://www.ftvtalenthouse.com/blog/blog-details/interview-with-our-charming-joice/387