ÍNDIA: Amor ou Ódio?!?!?!

ÍNDIA: Amor ou Ódio?!?!?!

Tenho certeza que você já ouviu por aí que todos sentem amor ou ódio pela Índia.Essa expressão já se tornou tão previsível que resolvi abordar e compartilhar com vocês sobre isso. 

O que você pensa sobre isso? Você está no Amor ou no ódio? 

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Animais em Mumbai: A história da cadela “mãezinha”

Animais em Mumbai: A história da cadela “mãezinha”

Hoje após ver a minha companheira de apartamento comprando ração para dar aos animais de rua me lembrei da primeira vez que vim para a Índia e fazia o mesmo. Me lembrei do quanto fiquei abalada emocionalmente da primeira vez que estive aqui. Essa é a minha terceira vinda e quando você pensa que está melhor na verdade não está, e ainda dói.

Filhotes da mãezinha e ela ao fundo olhando. Por onde andam?

Quem me conhece sabe o quanto amo animais especialmente cachorros, e da primeira vez que estive aqui cuidei da “mãezinha”, a chamo assim, uma cadela que encontrei no piso G do prédio, ela tinha acabado de dar à luz a 4 filhotes, estava sem forças até para tomar água e nem conseguia se levantar. Na época o pessoal que morava comigo também ajudaram e depois que eles foram embora continuei cuidando dela e dos filhotes. Depois o síndico ou segurança, não sei, alguém acabou expulsando ela e os filhotes do prédio e tive que fazer outro ninho para ela, com jornal e papelão do lado de fora. Colocava água e comida de manhã e à noite quando voltava para casa.


Depois um filhote acabou sendo machucado, alguém o feriu, só sei que a ferida deu bicho e na época pedi ajuda para ongs daqui que encontrei no facebook e uma moça indiana que morava no meu prédio me ajudou a cuidar dele, já que no meu apartamento eles não permitiam animais. Eles já estavam crescidos, tentei conseguir um lar para eles, mas não tive sucesso. Tive que parti, viajei para outro país e me separai da mãezinha e dos seus filhotes. Depois voltei para a Índia novamente, ela ficou super feliz ao me ver, balançando o rabo, pulando, mas quanto aos filhotes eu não sei o que aconteceu com eles e é uma pergunta que me faço todos os dias, será que estão bem? Será que sobreviveram? Por onde andam? Fiquei por mais um período cuidando dela e fui para o Brasil. Agora voltando novamente e reencontra-la me emociono muito pois ela me traz muitas lembranças. Estar aqui continua sendo um grande aprendizado, é sofrido ver a dor seja dos animais ou crianças, idosos. Todos que se encontram pelas ruas estão em extrema pobreza. Você se sente muito impotente diante de tanta miséria.

A “mãezinha” novamente me reconheceu, balançou o rabo mas dessa vez não pulou em mim como da última vez. Ela parece estar brava comigo porque não deve entender o por que desapareci e só agora voltei. O comportamento dela se parece com o da minha outra bebê no Brasil, a Mel, que fica emburrada quando demoro a voltar. Quando não estou aqui cuidando dela os moradores ao redor devem dar alguma comida ou então ela sai vagando por aí em busca de alimento e água. Ela ainda está aqui junto com outros cachorros e se encontra muito magrinha e doente.

 

mãezinha hoje

O número de animais abandonados é imenso, eles se encontram doentes e não são castrados, não possui nenhum controle de zoonose aqui. As pessoas gostam apenas de cachorros de raça, adotar não é praticado. O que você vê pelas ruas é muito triste. E quando você olha para o lado para ajudar um cachorro, muitas vezes existe um bebê em pior situação, uma família inteira, e isso acaba me abalando muito… se colocar no lugar do outro e tentar ajudar de alguma forma é o que nos faz semelhantes. Sei que ajudar um é muito pouco mas se cada um ajudasse um animal, ou alguém que cruza seu caminho, a Índia e o mundo estariam melhores. Sei que é uma realidade difícil de mudar, mas não impossível. As vezes aqui escuto muitos chorando, como se estivessem apanhando, e isso me deixa com raiva e diminui minhas esperanças no “ser humano”.

Caso não possa ajudar não maltrate, não abandone, não faça mal a eles. Agradeço os que de certa forma se sentem tocados e ajudam esses seres tão inocentes.

“Mãezinha” me ensina muito, apesar de tantas dificuldades ela é dócil e alegre. Agora ela está assustada, queria poder te levar para casa…