Índia – O dia em que fui sozinha, de trem, conhecer o Taj Mahal

Índia – O dia em que fui sozinha, de trem, conhecer o Taj Mahal

Era 6 de janeiro de 2015, meu aniversário estava perto, 16 de janeiro, então queria me dar algo especial. Morava em Delhi e as meninas que moravam comigo não quiseram ir de trem, alegando que seria uma longa viagem que era perigoso e que éramos mulheres. Sou teimosa e não ia desistir de ir, sempre que viajo não me importo de ir sozinha para lugar nenhum, aliás adoro minha companhia, posso planejar meu roteiro, tempo, não vejo problema nenhum nisso. Não gosto de depender de ninguém e como estava voltando para Mumbai na próxima semana ou eu iria ou sabe-se lá quando teria novamente uma nova oportunidade de ir ao Taj que era um sonho que sempre tive. Então resolvi ir sozinha. Pesquisei antes na internet qual trem me levaria até Agra, e como foi algo de última hora não foi uma viagem planejada, foi impulsiva e com alguns percalços pelo caminho.

Acordei as 4 da manhã, me arrumei, era época de frio então fui com meu casaco. Tinha que chegar à estação New Delhi Railway Station (NDLS). Tomei um rickshaw que por sorte passava ali aquele horário, esqueci que para os indianos o dia começa depois das 11 da manhã. Foi uns 30 minutos de corrida, mas ele me deixou na porta. No primeiro momento me assustei com o lugar, lotado e cheio de homens, e um cheiro muito forte, nada agradável, alguns estrangeiros e eu ali no meio. Comprei e fui em direção ao portão de embarque. Como sempre, revista e monitoramento de bolsas e bagagens.


Não sei que cara estava fazendo na hora que estava procurando meu vagão, um rapaz indiano me abordou, me perguntou se eu estava perdida e se precisava de ajuda. Sim, respondi e sorri… Sim, eu estava perdida! Sim, eu precisava de ajuda! Graças a Deus ele apareceu, porque não tinha um oficial para dar nenhuma informação, só alguns papéis colados no trem e tudo em hindi. Não tinha a mínima idéia onde era o meu vagão. Então dei para ele ler o meu ticket e então ele me auxiliou onde era o embarque. A passagem que comprei é como nos ônibus, ou avião, possui o lugar marcado, encontrei o meu e sentei. O trem saiu para minha surpresa pontualmente as 6 da manhã.

 

eles deram uma garrafinha de água e o jornal diário.
Estava a caminho de Agra, a caminho do meu querido e tão esperado Taj Mahal. Do meu lado sentou um indiano bem curioso, me fez várias perguntas. Já estava respondendo bem seca porque ele já estava bem inconveniente. O banheiro do trem não consegui utilizar, muito sujo! Esse não tive coragem! Serviram um café da manhã, que para mim era um almoço, e claro muita pimenta. Já pensando nisso preparei na noite anterior meu lanche e levei comigo na bolsa.

Após três horas de viagem, graças a Deus finalmente cheguei a Agra. Do lado de fora tomei um táxi que me levou até o Taj Mahal. Não era longe, foi apenas uns 5 minutos no carro acho que até menos. Tinha que caminhar até o lugar que comprava o ticket para entrar. Até lá várias pessoas já te abordam, fotógrafos, motoristas de rickshaw, vendedores de souvenir, crianças vendendo coisas e pedindo também… Muitas mesmo!!
Cheguei no lugar para comprar o ticket, foi 750 rupias, incluindo uma água, protetores para você colocar nos sapatos quando for entar no interior do Taj Mahal, um mini guia e com o mesmo ticket você tem desconto para visitar os outros lugares turisticos da cidade. Na entrada possui guias turísticos e fotógrafos para tirar fotos caso você queira.

Já no portão de entrada é lindo, os jardins a arquitetura, amo esses lugares e já estava achando tudo lindo, mais quando se passa o portão e você vê o imenso jardim e o Taj Mahal ao fundo é de tirar o fôlego! De cair o queixo! Uma beleza incrível!!!


  

Quando você olha a primeira vez é encantador e de longe você vê as pessoas como formiguinhas e entende o porque… Quando fomos nos aproximando, cada vez mais e mais ele é imenso e majestoso, cheio de riquezas, detalhes, cada vez que você olhar você vai perceber algo novo!


 O imperador Shah Jahan mandou construir o Taj Mahal em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal (“A joia do palácio”). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna. O guia foi me explicando tudo, o porque de cada coisa, detalhes que você nem imagina, a história de amor que levou a construção do Taj Mahal, o tempo que demorou, material utilizado, perspectivas, tudo…. Um guia realmente é muito bom e ele falava com tanta convicção e paixão que fiquei encantada com o trabalho dele. O fotógrafo tirando as fotos, nos pontos estratégicos como ele mesmo dizia e fui seguindo as orientações dele, estava tão feliz que nada foi empecilho, tudo estava lindo demais!


Todos os lugares muito disputados para fotos, e para entrar no interior deve-se colocar o protetor nos sapatos… Dentro está a tumba do imperador e da esposa Amada. Você percebe a simetria perfeita, ela está bem no centro. É lindo demais todos os detalhes, porque nada é pintado, ou encaixado, são peças únicas feitas no mármore, pedras preciosas e semi preciosas, lindo demais! Fiquei maravilhada com tudo!


O guia me acompanhou o tempo todo, e também foi meu fotógrafo e certas vezes até minha bolsa carregou. Muito gentil e simpático. Ele me acompanhou até uma lojinha onde vendia lembrancinhas, acabei que comprei uma, uma caixinha para minha mãe, com um material semelhante do Taj Mahal e foi a hora de ver meu álbum de fotos e pagar. Confesso que não imaginava que ia gostar de tantas fotos, e por cada foto ele cobrou 50 rupias, fiquei feliz com o resultado e com o meu álbum eternizando aquele momento, paguei feliz cada foto e ao meu guia tão atencioso também o paguei, ele merecia até mais, mais acho que ele ficou feliz também com a quantia.

Agradeci ali as pessoas que me cercavam, despedi do meu guia, comi a comida que tinha levado e parti….

Novamente cercada por muitas pessoas como no início aceitei a proposta de um rickshaw que me levou até a estação de ônibus. Não visitei mais nenhum outro lugar, apenas fui com o objetivo de conhecer o Taj e assim feito, fui embora. Resolvi voltar de ônibus porque o trem só saia a noite novamente e não queria chegar tão tarde em casa, então peguei um ônibus para voltar para Delhi.

Essa viagem também daria uma história a parte. Esse ônibus como sempre o motorista era um louco, a buzina do ônibus chamava a atenção de todos, muito engraçada, ao longo da viagem músicas indianas, balançando naquele ônibus velho que há tempos acredito que não sabia o que era amortecedor e manutenção, o cobrador um indiano um pouco rude com os passageiros e assim estava a caminho de Delhi. Quando o ônibus parou no ponto final já em Delhi peguei outro rickshaw e voltei para casa.

E assim terminou a minha jornada ao Taj Mahal, foi uma incrível viajem, uma grande aventura e aproveitei tudo ao máximo. Não sei quando irei voltar, tenho vontade de voltar com minha mãe, para que ela também sinta o que senti. Quem deseja também ir ao Taj Mahal sozinha assim como fiz, veja o táxi com antecedência, Delhi é perigoso. Posso garantir que foi um dos lugares mais lindos que já estive. Nenhuma foto, vídeo ou relato é capaz de descrever essa obra feita por amor! Maravilhoso!

 
Gratidão pelo seu carinho e apoio❤️❤️🙏🏻🌹❤️❤️

Acompanhe também:

❤️🎥 Canal YouTube: https://m.youtube.com/c/JoiceGabriela

❤️ Facebook: https://www.facebook.com/namastemundoporjoicegabriela
❤️Instagram: @joicegabriela 

https://www.instagram.com/joicegabriela/

❤️E-mail: joicegabrielabrazil@gmail.com